quarta-feira, 16 de março de 2016

COBRASMA

A Companhia Brasileira de Materiais Ferroviários-COBRASMA foi fundadada por Gastão Vidigal que implantou em São Paulo a primeira fábrica para a produção de equipamentos ferroviários no Brasil, que veio a fabricar vagões de carga, carros passageiros, de subúrbios ou de longo curso, trens-unidade elétricos, carros de metrô, veículos leves sobre trilhos (VLT) e aparelhos de mudança de vias.
 Durante uma reunião no dia 21 de outubro de 1943, no Setor de Produção Industrial, em São Paulo, a que estiveram presentes banqueiros, diretores de estradas de ferro e industriais, discutiu-se um primeiro projeto com vistas à construção de material ferroviário no País.
A propositura foi aprovada, considerando-se o desgaste do material rodante durante a segunda Guerra Mundial, o aumento do tráfego e a não reposição desse material, praticamente todo importado. Já existia a indústria de rodas coquilhadas, bem como a de montagem de vagões. 
Mas era necessário que se fabricassem truques, engates, aparelhos de choque e tração, eixos, entre outros. A Companhia Siderúrgica Nacional já fornecia chapas e perfilados de fabricação 100% nacionalizada.
Em conseqüência, em 1º de setembro de 1944, fundou-se a Companhia Brasileira de Material Ferroviário. Nesse mesmo dia, foram aprovados os estatutos com o capital inicial de NCr$40.000,00.
Ampliando sua atuação a Cobrasma passou a produzir peças fundidas em aço para a indústria automobilística, de tratores agrícolas, cimento, mineração e britagem eletrônicas e outros.
Atividade Inicial
O programa do projeto inicial previa a produção de: um mínimo de 250 vagões por mês, eixos comuns e excêntricos, cilindros forjados para laminadores, blocos para estampagem, recipientes forjados para pressão interna, flanges e várias peças.
A Cobrasma iniciou sua produção e, em menos de um ano, a fundição de aço começava a fabricar partes para vagões e outras peças para o mercado ávido de material de qualidade. Nesta primeira fase, as peças fundidas e os componentes dos vagões ferroviários produzidos pel empresa eram fabricados segundo a técnica fornecida pela American Steel Foundires, de Chicago, E.U.A. O plano estudado, além da fundição de aço, incluía a produção de sínter, aciaria, laminação forjaria, tratamento término e fabricação de aços-liga.
Posteriormente, o plano foi concretizado excluindo-se a produção de sínter e a laminação.
Fornecendo para a Petrobras equipamentos para refinaria de petróleo tais como permutadores de calor, condensadores de superfície, forno de aquecimento direto e caldeiras industriais, a Cobrasma iniciou a diversificação de suas atividades fabris.
Ao completar 25 anos, a Cobrasma, concretizou o ideal daqueles que se propuseram dotar o País de uma indústria que contribuísse marcantemente para acelerar seu ritmo de progresso e desenvolvimento.
Em sua expansão, a Cobrasma já ultrapassou os limites do mercado interno, levando para além das fronteiras a marca que identifica o elevado padrão de qualidade dos produtos de sua fabricação. Sua história, em ritmo de desenvolvimento sempre crescente, é bem o reflexo do dinamismo e da capacidade de ação aliada a alta eficiência técnica.
Firme no propósito de contribuir cada vez mais para o progresso da economia nacional, a empresa não se afastou do seu objetivo, consubstanciado no propósito de diversificar ao máximo a linha de seus produtos, para atender à demanda sempre crescente do mercado.
Na década de 70 a Cobrasma engajou-se na expansão siderúrgica brasileira com a fabricação de vagões especiais, panelas de vazamento, fornos de reaquecimento de placas, unidades completas de sinterização, etc.
Ao ser selecionada como uma das três empresas brasileiras qualificadas para fabricar equipamentos destinados a produção de energia nuclear, a Cobrasma reafirmou sua vocação pioneira.
Capítulos da História
A Quadra das Primeiras Realizações (1944/47)
Início das instalações industriais. Contratos com grandes firmas norte-americanas para representação e também uso de suas patentes para fabricação de produtos ferroviários: American Steel Foundries (truques, engates, aparelhos de choque e tração) e General Railway Signal Company (sinalização automática para estradas de ferro).
Em 1945, instalação da Fundição de Aço,atualmente a maior da América Latina. Novos contratos com firmas especializadas norte-amercianas, destacando-se a Whiting Corporation, fabricante de guindastes e macacos para locomotivas e vagões, mesas giratórias, guinchos, pontes rolantes e outras especialidades. Montagem e entrega de 594 vagões de tipo fechado, inteiramente de aço, com capacidade para 36 toneladas de lotação. Início da fabricação de mais 600 vagões, destinados ao Departamento Nacional de Estradas de Ferro. 
Em 1947, a Cobrasma torna-se principal acionista da empresa Forjas Nacionais S.A., Fornasa.
A Hora e a Vez do Aço e do Ferro (1948/50)
Maio de 1948 acontece a primeira corrida de aço na Cobrasma. Em junho iniciou a produção industrial de aço e ferro dentro de elevado padrão técnico. 1.385 toneladas de peças fundidas em apenas seis meses. Procura excede a expectativa. 1.284 vagões para diversas estradas de ferro e companhias particulares e reparação de 259 vagões já fazem parte do acervo da Cobrasma; em carteira, ordem de reparação de outros 1.339 vagões. Em 1949, a Cobrasma atinge o pleno desenvolvimento de sua produção industrial. As peças fundidas e os lingotes alcançam um total de 8.615 toneladas.
A Oficina de Vagões constrói 30 novas unidades e remodela 422. De acordo com os planos de expansão industrial, sào iniciados estudos para a construção e montagem da Forjaria de Peças.
Em 1950, índices de produção cada vez maiores são alcançados: a Fundição registra 18.323 toneladas produzidas; a Oficina de Vagões remodela 469 unidades e constrói mais 73.
A Cobrasma assume o controle acionário da Fornasa S.A. Indústria e Comércio reestrutura a empresa, desenvolve a produção de tubos pretos e galvanizados e de outros, como tubos para permutadores de calor, para caldeiras e para indústria automobilística.
A Oficina de Matrizes (1951/53)
Em 1951, a Fundição produz 23.753 toneladas e a Oficina de Vagões constrói 311 novas unidades.
O ano de1952 é difícil, com sérios empecilhos referentes à importação, restrições de energia elétrica e retração do mercado. A Cobrasma, porém, envida esforços para levar a bom termo a montagem de sua Forjaria de Peças.
Inicia e conclui a construção do prédio destinado à Oficina de Matrizes e começa a levantar a estrutura metálica do edifício destinado à Forjaria. Devido às restrições à importação, surgem sérios problemas quanto ao aparelhamento especial encomendado para a instalação da Forjaria.
Em 1953, agravam-se as dificuldades externas. Mesmo assim, a Fundição produz 19.925 toneladas e a Oficina de Vagões constrói 343 novas unidades e remodela 167. O edifício da Forjaria de Peças esta praticamente concluído. Superando todas as dificuldades, a Cobrasma começa a receber os equipamentos destinados à Forjaria.
Forjaria em Ação (1954)
Excepcional demanda de peças fundidas permite à Fundição voltar a atingir alto índice de produtividade. No curto prazo de 135 dias, a Oficina de Vagões atende a uma encomenda de 150 vagões fechados para a Estrada de Ferro de Goiás. E a Forjaria, mesmo ainda incompleta, inicia seus trabalhos, lancando-se decididamente à conquista do mercado de peças forjadas, até então suprido quase exclusivamente pela importação.
Em 1955, a Forjaria contribui com um contingente apreciável para suprir o mercado interno de peças forjadas. O setor ferroviário faz seu primeiro grande fornecimento de material rodante para a Argentina, passo inicial para a exportação. Preparando-se para atender à nascente indústria automobilística nacional, e em obediência a um plano aprovado pelo GEIA, a Cobrasma firma um acordo com a Timken Detroit Axle, dos EUA, para a fabricação de eixos frontais e traseiros para caminhões. No ano seguinte chegam os primeiros equipamentos destinados à fabricação daquelas autopeças. Novos e importantes acordos são firmados com empresas norte-americanas, dentre as quais: The M.W. Kellog Company (fabricação de fornos de aquecimento direto e permutadores de calor destinados às indústrias químicas, principalmente às refinarias de petróleo); General Railway Signal Company, com a qual já matinha relações comerciais (equipamentos para sinalização ferroviária); Union Asbestos and Rubbler Company (fabricação de freios manuais para vagões ferroviários de carga).
Braseixos (1957)
Notável desenvolvimento no setor das atividades industriais da Cobrasma, com todas as suas seções em franca ascensão produtiva. Em conjunto com a Rockwell Spring and Axle Co. (atualmente, North American Rockwell Corporation), a Cobrasma constitui uma nova companhia, Cobrasma Rockwell Eixos S.A., uma das quatro empresas do grupo Cobrasma. Sua principal atividade é a indústria metalúrgica e de construção mecânica, especialmente a de peças para a indústria automobilística: eixos frontais e traseiros para automóveis e caminhões, inclusive conjunto diferencial.
A produção de material ferroviário se reduz por falta de encomendas. Em compensação, verifica-se uma crescente demanda de peças forjadas para a indústria automobilística. Torna-se necessária expansão da Forjaria de Peças para atender à procura. O Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico (BNDE) dá o seu aval para um financiamento no valor de US$1.620,00 do Export Import Bank, destinado à aquisição do equipamento necessário à expansão da Forjaria. A Cobrasma inicia também as obras de expansão de sua Aciaria, pra suprimento de matéria-prima à Forjaria de Pás.
Inaugura a oficina destinada à produção de equipamentos de sinalização ferroviária, no termos do acordo firmado com a General Railway Signal Co.
Assina contrato com a Nordberg Manufacturing Company para representação e venda de equipamentos especializados para manutenção de serviços em vias permanentes de estradas de ferro.
A conclusão das obras de ampliação dos edifícios da Aciaria e da Forjaria de Peças. A instalação de um novo forno elétrico de doze toneladas permite duplicar a capacidade de produção de aço líquido. 
Quadruplicada a capacidade de forjamento com a instalação de uma bateria de martelos e máquinas adquiridas nos Estados Unidos, em prosseguimento ao programa de expansão da Forjaria.
Início dos estudos para a instalação da Forjaria de Prensas, terceiro grande plano de expansão da Cobrasma, aprovado pelo Geia, em virtude das dificuldades de obtenção de matéria prima para sua Forjaria dentro ds especificações do material "forging quality" e nos prazos exigidos pela linha de produção.
Fundada a Brasprensas (1960)
Reorganização da Oficina de Matrizes, planejando-se sua ampliação. Prosseguem os trabalhos de montagem da Forjaria de Prensas. Funda-se a Brasprensas Rockwell S.A., originalmente Parachoques Ibesa Rockwell Ltda. Seu objetivo é a fabricação de prensa das simples ou em conjuntos parcialmente montados, tratamento de peças metálicas entre outros, destinadas principalmente à indústria automobilística.
Conclusão das obras para ampliação da Oficina de Matrizes e da instalação da Forjaria de Prensas. Em cumprimento a amplo programa de modernização, são substituídos três grupos de máquinas de moldar e adquiridos modernos equipamentos para controle de qualidade (exames de raios X, inspeção ultra-sônica e magnatest). 
Reequipamento das oficinas, para melhor atender à fabricação de equipamentos para refinarias de petróleo e às indústrias petroquímicas e de plásticos.
Inauguração da Forjaria de Prensas, em 1962. Aquisição de novas máquinas fresadoras para matrizes e melhoria da produtividade dos martelos de forjamento. Novas encomendas do mercado de materiais ferroviários. Contratos para fornecimento de trens-unidades à Estrada de Ferro Central do Brasil, vagões de carga para a R.F.F. e vagões de minérios para a Cia. Vale do Rio Doce. Exportação de vagões para o Uruguai. Aumenta o volume de encomendas e sào elaborados novos planos de expansão da Oficina de Vagões e da Fundição.
Acordos com a General Steel Industries, dos EUA, para a fabricação dos truques "Commonwealth" para carros de passageiros, e com a Cardwell Westinghouse Company para a fabricação de aparelhos de choque e tração. 
Em 1963, importação de modernas máquinas para reforçar a produçào de peças forjadas. Prosseguem os trabalhos de modernização e ampliação da Fundiçào. Conclui-se a instalação da seçào de fundição de peças para truques "Commonwealth" e inicia-se a instalação do moderno equipamento adquirido para a importante "Seção de Moldagem Manual".
Aceleração das obras dos novos edifícios da Oficina de Vagões e da Oficina de Equipamentos Químico-Industriais, em área de 15 mil metros quadrados.
Resultados Positivos (1964/65)
Aprimoramento o serviço de programação e controle e introduzidas novas técnicas nos métodos de produção Apesar da retração dos negócios e do racionamento de energia elétrica, os resultados são positivos. Desenvolve-se a produção de peças para os truques "Commonwealth" e de peças de grandes dimensões. Iniciadas as obras de um edifício e seis pavimentos, junto à Usina de Osasco, para abrigar quase todos os escritórios que se encontravam na Capital. Em 1965, em que pesem as preocupações financeiras, prosseguem as construções e substanciais obras de reequipamento. 
Desenvolvimento de ações especiais para construções mecânicas "forting quality" e aperfeiçoamento de métodos de produção de peças grandes, especialmente para a indústria da construção naval, válvulas e prensas hidráulicas. Estudos de métodos e materiais novos de moldagem, especialmente os processos Shell e os moldes cerâmicos. 
Desenvolvimento de novas linhas de forjados, destacando-se as de elos de tratores de esteiras e de motores estacionários. Aquisição de modernos equipamentos de solda, caldeiraria e usinagem para a Oficina de Equipamentos Petroquímicos.
Em 1966 foi marcada pelos esforços para consolidação dos programas de expansão. Notável aumento de produção na Aciaria e na Forjaria de Prensas. Esforços na Forjaria de Peças, antes voltada exclusivamente para a indústria automobilística, no sentido de diversificação de clientes.
Completado o desenvolvimento de peças para tratores e motores estacionários e iniciados outros, como o de peças forjadas para campo de petróleo. 
A Oficina de Vagões prossegue na fabricação de trens-unidades. A Oficina de Equipamentos Petroquímicos executa um grupo de grandes permutadores de calor em aço cromo-molibdênio e monta, para a Refinaria Presidente Bernardes, de Cubatão, como parte de seu sistema de reforma catalíca, o maior forno de aquecimento direto produzido no Brasil, com capacidade de troca térmica de 140 milhões de B.T.U./hora e peso aproximado de 540 toneladas. Iniciada a construção de grandes caldeiras com a assistência técnica da The Babcock & Wilcox U.S.A.
Em 1967, grande falta de solicitações do mercado de material ferroviário e de equipamentos industriais, não obstante, pela elevada produção decorrente da demanda da indústria automobilística.
Incorporação da Forjaria de Peças à Braseixos. Introduzidos os serviços de computador eletrônico para controles de contabilidade, finanças, cálculos de folhas de pagamento, controles de estoque e outros.
Início da mudança dos escritórios da Captial para o novo edifício de seis pavimentos. Em 1968, registra-se maior agressividade da política de transportes dos governos federal, estadual e das autarquias e sociedades de economia mista.
Em conseqüência, são feitas maiores encomendas de material ferroviário, ativando a produção no setor. Registra-se substancial crescimento na produção de peças para a indústria automobilística, de tratores, cimento,mineração e britagem, com a conquista de novos clientes.
Progride o setor de equipamentos industriais constituídos de permutadores de calor, vasos de pressão, condensadores, torres de resfriamento, fornos de aquecimento, caldeiras e outros, sob assistência técnica de tradicionais firmas americanas.
Trem Elétrico 
A Cobrasma foi a primeira empresa brasileira em construir um trem de unidade elétrico Francorail, adquirido pelas Ferrovias Paulistas Fepasa no final da década de 1970 dentro do seu plano de remodelação do sistema de subúrbio da Grande São Paulo e Rio de Janeiro. Esses trens rodavam originalmente na linha tronco do sistema de subúrbios da antiga E.F. Sorocaba, entre Júlio Prestes e Itapevi.
No Rio de Janeiro o trem de unidade elétrico fabricado no Brasil pela Cobrasma, foi designado por série 900, entraram em operação nos subúrbios da antiga Central de Operação no Estado em 1980.
Locomotiva no Setor Pede Concordata em 1991/92
Na entrada da torre que abriga a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) pode-se ver, em discretas letras cromadas, o nome Luís Eulálio de Bueno Vidigal Filho batizando o edifício. Foi uma homenagem dos amigos empresários a um dos mais jovens presidentes que já passaram pela entidade. Eram tempos áureos, de uma Fiesp forte, representativa.
Quanto às pendências tributárias, está tentando renegociá-las. Mas não imagine Vidigal de braços cruzados. Ele nunca foi assim. Nos últimos anos, colocou o governo no banco dos réus. Quer, a exemplo do que ocorreu com as empresas aéreas, reaver as perdas que teve no Plano Cruzado. Ele garante que o governo, só em reajustes, lhe deve uma bolada. "A Cobrasma sempre dependeu do governo e este foi meu maior erro", conta. O empresário, expert em números, diz que perdeu as contas dos calotes das estatais. "Pleiteio o reajuste do que tenho a receber conforme a inflação do período".
Se o julgamento, que deve durar uma década, for favorável a ele, Vidigal garante que deverá receber algo em torno de R$ 950 milhões. "Daria para pagar tudo o que devo e ainda preservar os imóveis", diz.
E por que Vidigal foi à forra depois de seis, sete anos da derrocada da Cobrasma? Até então, garante ele, havia promessas de novos contratos, havia esperança. 
Para entender a situação da Cobrasma é preciso voltar no tempo. A Companhia Brasileira de Material Ferroviário foi, durante anos, uma locomotiva no setor. Era a fornecedora preferida do governo e chegou a exportar vagões e equipamentos para países tão diferentes quanto o Gabão e os EUA. 
Todo esse prestígio começou a ruir quando a União responsável por 70% das encomendas à Cobrasma reduziu drasticamente os pedidos. Adicione-se aí a crise que colocou o setor ferroviário na lona, erros administrativos e altos custos nas fábricas e o resultado não poderia ser outro: seis anos consecutivos de prejuízos até a concordata no biênio 1991/1992. 
Em 1993, a Cobrasma conseguiu levantar a concordata, mas caiu de novo nos anos seguintes e resolveu encerrar as atividades. 
Reativação dos Galpões da Cobrasma
Em 1997 foi constituída a empresa Flanel/Flanaço, dirigida por Carlos Roberto Seiscentos, que havia trabalhado 30 anos na antiga Cobrasma.
Nessa época a empresa alugou um galpão de onze mil metros, antigamente utilizados como oficina mecânica, colocando em atividade 30 funcionários, sem energia elétrica que havia sido cortada há dez anos. 
"Antes de iniciarmos essa nova produção, a Cobrasma continuou sua produção reduzida e utilizava geradores a diesel".
No final de 2002 começou a dificuldade na produção de aço no País por esse material ficar em poder de duas poderosas empresas. "Essas empresas ditavam todas as regras e após sete anos estávamos caminhando para o fim. Fomos pedir a autorização ao proprietário do terreno Luis Eulálio de Bueno Vidigal Filho para arrendarmos uma parte", explicou Seiscentos.
Em outubro de 2002, o diretor geral da Flanel sugeriu aos engenheiros a fabricação do próprio aço, através da reciclagem de sucatas.
Através da parceria com a multinacional Amsted Maxion e a MWL, a Flanel começou a vender aço líquido para essas duas empresas que produzem material para moldes ferroviários e contrataram 400 funcionários.
Após aumentar a demanda dos pedidos, a partir de outubro de 2003, a empresa passou a se chamar Flanel/Flanaço. "No início da produção contratamos 300 pessoas. Depois do aumento da demanda pelo produto, foram abertas outras 150 vagas. Desse total, 80% trabalhavam na extinta Cobrasma. Com essas contratações, adquirimos profissionais qualificados e com experiência na área, o que nos garantiu economia de tempo e treinamento", disse o diretor-geral da empresa.
A empresa produz 500 toneladas de barras de aço todos os meses e está com a produção vendida até abril desse ano. Já a fabricação de eixos para vagões, realizada em parceria com a MWL, deve passar de 500 peças/mês para 800 a 1000 unidades no decorrer de 2004. "A MWL era a segunda maior produtora de eixos do País. Depois da parceria, em 2003, a fabricante passou a ocupar o primeiro lugar no ranking", contou.
A empresa osasquense é também responsável pelo fornecimento de 1,5 mil toneladas de aço líquido para a multinacional Amsted Maxion, um das maiores fabricantes de vagões do País. 
"A nossa meta para os próximos seis meses é atingir a quantia de quatro mil toneladas.Além disso, parte da matéria-prima utilizada na produção do aço vem de sucatas. Atualmente, a empresa recicla 2,5 mil toneladas por mês, número que deve chegar a 6 mil".
A estimativa de Seiscentos é transformar a Flanaço nos próximos quatro meses, a maior fundição da América Latina e batalhar para que a rua da Estação seja trocada de nome para professor Luis Eulálio, empreendedor da mega-fábrica.
Empresas Subsidiárias da Cobrasma
Braseixos Rockwell S.A.
A Cobrasma S.A. Indústria e Comércio, então denominada Companhia Brasileira de Material Ferroviário Cobrasma, iniciou em 1951 um programa de diversificação de suas linhas de produtos para fornecer peças à incipiente indústria automobilística brasileira.
Dentro desse programa, instalou moderna forjaria, inaugurada em 1º de junho de 1954. A ação do Governo brasileiro, empenhado na implantação da indústria automobilística, concorreu decisivamente para a participação da Cobrasma, que, para atingir seus objetivos, firmou em novembro de 1955 o contrato com a Rockwell Spring and Axle Company (atualmente North American Rockwell Corporation) para assistência técnica na produção de eixos dianteiros e traseiros completos, inclusive diferenciais, para veículos automóveis.
Ainda em 1955 e durante 1956, iniciou-se a fabricação dos componentes dos eixos dianterios e traseiros em várias etapas. Os programas estabeleciods foram apresentados em projeto ao Grupo Executivo da Indústria Automobilística (Geia) - em dezembro de 1956, tendo sido aprovados pela Resolução nº33 de junho de 1957. 
Face ao vulto do empreendimento, e após negociações com a Rockwell Spring and Axle Company, criou-se uma nova empresa - a Cobrasma Rockwell Eixos S.A - com participação da empresa norte-americana em seu capital social. 
A nova empresa constitui-se em Assembléias Gerais realizadas em 30 de outubro de 1957 e em 8 de novembro do mesmo ano. Posteriormente, em novembro de 1961, sua razão social foi mudada para Braseiox Rockwell S.A.
Cumprindo as etapas de instalação e produção previstas, a Braseixos efetuou suas primeiras entregas de semi-eixos e cubos, em junho de 1959,.
A segunda etapa de produção foi cumprida em 1960, com a fabricação de vigas e carcaças.
A terceira, em 1961, com a produção de mangas de eixos e braços de direção.
A quarta e última, em 1962, com a fabricação de diferenciais, tendo alcançado, assim, a produção de eixos completamente montados.
No decorrer destes anos, conseguiu-se maior diversidade na fabricação de peças de eixos e uma ampliação progressiva das quantidades produzidas: em 1959, eram produzidas peças apenas para dois modelos de eixos para caminhões; na época eram fabricados eixos para cerca de 15 tipos diferenciados de veículos, incluindo caminhões, ônibus, camionetas e automóveis.
Em março de 1968, a Forjaria inaugurada pela Cobrasma, foi incorporada à Brasiexos. E a empresa passou a constituir-se de duas grandes divisões: a Divisão Eixos e a Divisão Forjaria, com sua linha de forjados, principalmente de autopeças.
Fornasa S.A.
Fundada em 1945 sob a razão social Forjas Nacionais S.A., foi a primeira indústria metalúrgica a se localizar em Volta Redonda junto à grande Usina produtora de matéria-básica. Constituída com capitais exclusivamente nacionais, empregando técnicos brasileiros, equipamento de alta eficiência e matéria prima nacional; foi incorporada ao Grupo Cobrasma em 1950. 
Desde 1947, a Cobrasma já era sua principal acionista.
A Fornasa iniciou a fabricação de tubos para condução de água, vapor, ar comprimido, entre outros, em 1949.
A princípio, sua produção anual era de 3 mil toneladas de materiais tubulares. Seu progresso, porém, acentuou-se com o aumento gradativo de capacidade de produção. O equipamento foi sendo modernizado e ampliado de acordo com os avanços da técnica do ramo.
A produção foi automatizada a par da introdução da técnica do ramo. A produção foi automatizada a par da introdução da técnica da inspeção de qualidade em todas as fases da fabricação, o que elevou para 13 mil toneladas anuais sua capacidade de produção.
Brasprensas Rockwell S.A
Visando o maior atendimento à indústria automobilística brasileira, a Cobrasma, juntamente com a Rockwell Standarda Corporation (atual North American Rockwell Co.) e a Ibesa, Indústria Brasileira de Embalagens S.A., fundou, em 23 de abril de 1960, a Parachoques Ibesa Rockwell Ltda., que teve mais tarde sua razão social mudada para Brasprensas Rockwell S.A., tendo a Cobrasma e a North American Rockwell Co. assumindo o seu controle acionário. O objetivo principal da Brasprensas é a estampagem de prensados simples ou conjuntos montados, pára-choques para automóveis e peças similares.
Em 1963, teve início a construção de seu edifício industrial e escritórios, em terrenos próprios no município de Osasco, ocupando uma área de 136.765 metros quadrados com área construída de 1.954,55 metros quadrados.
Concluídas as instalações e montagem em 1967, a Brasprensas iniciou suas atividades industriais com serviços de estamparia metalúrgica, tendo como primeiros clientes a Volkswagen e a Braseixos.
Fabricação de ônibus(1983/1990)
A Cobrasma fabricou no inicio dos anos 80 uma linha de carroceria de ônibus rodoviários. Sendo a linha Trinox (adquiridos pela Viaçao Garcia) Sob Chassis Scania K112CL 6x2. Teve tambem as versoes da serie CX, com os modelos rodoviarios CX201 para medias e longas disrancias, equipados com os chassis Scania, Volvo e Mercedes Benz, para longas distancias o modelo CX301, equipado com os chassis Scania K112TL e K113TL, alem do Volvo B10M 6x2 e Volvo B58 6x2. Muitos cobrasmas da viação Garcia especialmente os Scania na verdade são CX201 com o terceiro eixo adaptado. 
 A versão Volvo da Garcia é B10M 6x2 original. Teve também a versão para pequenas distancias e fretamento o modelo CX202, mais curto e mais baixo que as outras versoes e lançam apenas na versao 4x2. Foram equipados nos chassis apenas uma unidade Volvo B58, na empresa Ipojucatur. Tem tambem um na versao Scania K112CL porem com o comprimento de um CX201 qie rodou pela 1001. Os restantes eram Mercedes Benz, porem nao eram chassis e sim uma especie de monobloco. Este espetacular projeto da Cobrasma consistia no aproveitamento das partes mecânicas do ônibus usado, como motor, câmbio, diferencial, caixa de direção etc, mas utilizando uma plataforma nova no lugar do chassis velho. Seria um reencarroçamento - mas não vingou, devido à péssima situação financeira da
Cobrasma. Vale lembrar tambem que essa plataforma tambem foram usadas pra construir os trolebus.
Apesar da investida, em 28 de fevereiro de 1990, a Cobrasma anuncia a desativação da fábrica de carrocerias de ônibus rodoviários CX-201 e CX-301, saindo do setor.
RODAS RAIADAS
As rodas raiadas, tradição nos chassis pesados de VOLVO, SCANIA e FNM, eram fabricadas pela COBRASMA. De acordo com a VOLVO (na revista EuRodo), um dos motivos do abandono da roda raiada era a difícil manutenção delas (alinhamento, peso) porém elas tinham as suas vantagens, pois mantinham o veículo "pregado" no chão, não entortavam, etc. 
Além disso, as montadoras nacionais eram de origem européia, aonde as rodas raiadas já tinham desaparecido desde o início da década de 70 mesmo entre os caminhões, por medidas de estética/segurança (raro veículos especiais), e com a introdução de novas carrocerias com desenho mais moderno, que destacavam mais as rodas (e davam a impressão aos passageiros leigos de serem veículos ultrapassados), a incorporação de novos chassis, a dificuldade de compatibilização (utiliza-se a mesma roda de 10 parafusos raio de 22,5 ou 24" em quase toda a frota rodoviária enquanto a roda raiada tem que ser do tamanho exato) e o alinhamento/balanceamento.
Outro ponto problemático das rodas raiadas era o perigo na hora da montagem. Relatos dizem que muitos mecânicos morreram ao deixá-la mal encaixada já que o miolo se soltava.
A Cobrasma, desde a sua fundação, constituiu-se em importante centro de absorção e criação de tecnologia para a indústria brasileira de bens de capital, chegou a ser o maior fabricante de material ferroviário da América Latina,chegando a exportar para países tão distintos como Gabão e Estados Unidos da América.
Desde maio de 1998 a Companhia encerrou totalmente suas atividades fabris.
Trens da Cobrasma:
São Paulo
Metrô-SP
  • Trens da Linha 3-Vermelha até a composição 325 (sob licença da Francorail) atualmente em 2011 e 2014 foi reformado pela Frota K do Metrô de São Paulo
EBTU/CBTU - STU/SP (atual CPTM)
  • Série 400 (em conjunto com a FNV), atual Série 4400 da CPTM (Linha 12)
FEPASA (atual CPTM)
  • Série 9000 (em conjunto com o consórcio CCTU sob licença Francorail), atual Série 5000 da CPTM (Linha 8)
VLT de Campinas
Rio de Janeiro
EBTU/CBTU/Estrada de Ferro Central do Brasil (atual Supervia)
  • Série 400 (em conjunto com a FNV)
  • Série 900 (sob licença da Francorail)
Minas Gerais
CBTU
  • Trens do Metrô-BH (sob licença da Francorail).
Fonte: http://www.cobrasma.com.br/
http://www.camaraosasco.sp.gov.br/
https://pt.wikipedia.org 
http://cobrasma.blogspot.com.br/

terça-feira, 15 de março de 2016

MAFERSA

A  Material Ferroviário S/A foi uma indústria brasileira de material ferroviário.
História
Início e expansão (1944–1960)
A Mafersa foi fundada em 31 de janeiro de 1944 pelo empresário Lauro Parente e seu grupo familiar. Durante esse período fabrica rodas e eixos para as ferrovias nacionais. Devido à sua localização às margens da então São Paulo Railway, vendia rodas, eixos e vagões de carga para essa ferrovia.
Devido a boa capacitação da companhia, eles obtiveram um importante contrato de transferência de tecnologia com a The Budd Company, sendo a Mafersa a primeira companhia industrial da América Latina a produzir carros em aço inoxidável. No mesmo ano é inaugurada a filial deCaçapava, responsável pela fabricação de truques, eixos, rodas e engates.
No entanto, nos anos 1950, a indústria automobilística se instalava com mais força no Brasil e o transporte rodoviário ganhava incentivos do governo. Esta situação começou a ser sentida pelas companhias ferroviárias a partir dos anos 1960. Os investimentos em trilhos caíram e a Mafersa, como outras empresas, enfrentavam dificuldades.
Estatização e auge (1964 – 1980)
Pouco antes do golpe militar de 1964 a Mafersa é estatizada devido a falta de recebimentos e de novos pedidos do governo, até então seu maior cliente. Foi nessa epoca que se iniciou a produção de carros de passageiros  série 800(baseados na série Pioneer III da Budd) para a Estrada de Ferro Sorocabana e Estrada de Ferro Araraquara. Em 1968 são fabricados TUE’s para a EFSJ baseados na série Pioneer III da Budd.
Na década de 1970, a Mafersa teve o seu auge, fabricando TUE’s para o Metrô de São Paulo em 1972 (sob licença Budd),Metrô do Rio (em consórcio com a Villares, 1978), para a RFFSA entre 1976 e 1978, e para a Fepasa (em consórcio com a Villares, ACEC e Sorefame, 1980).
Declínio e produção de ônibus (anos 80)
Durante a década de 1980 a Mafersa sofre um duro golpe com a falência da The Budd Company, sendo que fica impedida de fabricar trens utilizando os métodos da empresa americana. Sua última encomenda utilizando esse processo foram os TUE’s 700 para a RFFSA, fabricados entre 1983 e 1987. Houve uma tentativa de utilizar um processo de fabricação francês (sob licença Francorail), mas o único projeto que a Mafersa utilizou esse processo foram as frotas C e D do metrô de São Paulo (construída em conjunto com a Cobrasma).
Além disso, crises econômicas impedem o governo brasileiro (que respondia pela maioria de suas encomendas) de adquirir novos trens, o que obriga a Mafersa (e sua concorrente Cobrasma) a iniciar a fabricação de ônibus e trólebus em 1985 como um meio de diversificar seus produtos para fugir da crise econômica. Praticamente ninguém mais aplicava em ferrovia. A inflação e o desemprego nesta época não só afetavam o bolso dos trabalhadores, como do próprio governo, que ainda era o maior investidor em sistemas de trilhos.
O ônibus M-210 era Monobloco, ou seja, a carroceria e o chassi formavam um mesmo conjunto. O motor era o Cummins 6CT8.3 210, o mesmo que equipava o caminhão Volkswagen 14.210 . A transmissão era ZF S 6-90  e o eixo de tração era feito pela Mafersa, com tecnologia licenciada da Europa.
A empresa foi uma das pioneiras na aplicação de freio ABS e controle de estabilidade em ônibus urbanos.
Posteriormente, outra versão mais sofisticada era o M 240 com opção de transmissão automática Alisson, com mais potência e conforto para motorista e passageiros.
Os ônibus e trólebus da Mafersa começaram a ganhar o mercado tanto pelo crescimento do setor de transportes urbanos e metropolitanos, como também pela credibilidade que tinham as marcas Mafersa e Cummins.
Ambas empresas que atuavam em parceria começaram a utilizar a reputação que tinham no mercado e a boa aceitação dos empresários como estratégia de negócios.
Uma propaganda da Cummins, por exemplo, trazia o depoimento do empresário Alfredo Willy Isaak, fundador da Leblon Transporte de Passageiros, que comprou 28 Mafersa e com os veículos ligava os municípios de Curitiba e Fazenda Rio Grande, no Paraná.
Na propaganda, a Cummins fazia questão de trazer o depoimento empresário dizendo que depois de 400 mil quilômetros rodados os motores dos ônibus não tiveram de ser abertos para passar por retífica.
No entanto, os ônibus da Mafersa começaram a apresentar alguns problemas, principalmente quando circulavam fora de corredores. De acordo com o site Caminhão Antigo Brasileiro, havia problemas com a ingestão de poeira por causa da inadequada tomada de ar de admissão e também o desgaste excessivo no mancal de encosto do virabrequim.
Os problemas começaram a ser corrigidos no início dos anos de 1990. Para se ter uma ideia, foram feitos testes na rodovia Mogi-Bertioga como relata um dos participantes do site, Evandro Fullin.
“À volta de 1992, no papel de engenheiro de aplicações da citada casa norte-americana de motores diesel, este que aqui escreve teve o prazer de trabalhar em vários desenvolvimentos do M210 e do M240, tendo inclusive participado de um memorável teste de “cooling” (arrefecimento) na serra da Rodovia Mogi-Bertioga, SP-098, ocasião em que dois Mafersa foram acoplados por um cambão, de modo a simular carga no veículo anterior do comboio.”
Diversos sistemas de São Paulo e de outros estados já contavam com ônibus da Mafersa, que marcaram, por exemplo, as operações do Corredor Metropolitano ABD, ligando o ABC Paulista às Zona Sul e Leste da capital.
A Mafersa também ganhou mercado em trólebus. Entre 1986 e 1988, em parceria com a Villares, a empresa, por exemplo, forneceu 78 trólebus para a CMTC – Companhia Municipal de Transportes Coletivos, a maior parte que operou na região de Santo Amaro, na zona Sul.
Em 1987, a Mafersa desenvolveu um protótipo de trólebus articulado, que chegou a ser testado no Corredor ABD, hoje operado pela Metra.
Em 1988, ainda forneceu seis trólebus para a CSTC, que era a Companhia Santista de Transporte Coletivo, empresa pública.
Os veículos operam pela Viação Piracicabana em uma linha histórica de Santos, mas a prefeitura já assinou decreto para que passem a integrar o patrimônio público.
No início dos anos de 1990, a Mafersa transferiu sua produção de ônibus diesel para a unidade de Contagem, em Minas Gerais, e lança a Série S de ônibus, com design mais moderno e algumas diferenciações na parte mecânica.
A produção inicial na unidade de Contagem era de 30 ônibus por mês. Em 1993, a Mafersa tinha aproximadamente mil veículos de transporte coletivo sobre pneus rodando no País.
Foi na fábrica de Contagem que a Mafersa produziu não apenas ônibus Monoblocos, mas também chassis e plataformas para receberem carrocerias de outras empresas. Com o início da produção na cidade mineira a empresa lançou o M 210 S com câmbio manual. Já o M 240 S tinha câmbio automático.
A empresa também atuou na fabricação de chassis para ônibus articulados. Foi o M-290, com motor Cummins de 290 cavalos. O ônibus não teve a mesma aceitação dos seus antecessores pelo fato de a Mafersa já estar caminhando para o seu final por causa da crise econômica e no setor ferroviário. Algumas empresas de ônibus chegaram a circular com o M-290, como a Viação Januária (encurtado, depois desativado e desmanchado pela empresa), em Mauá, na Grande São Paulo, cuja unidade foi encarroçada pela Ciferal (adquirida pela Marcopolo em Julho de 1999).
A Mafersa também apresentou ao mercado, sem grande sucesso, o modelo de ônibus rodoviário MR1-320 que foi um protótipo, no entanto, não houve tempo para comercialização em linha, já que a empresa entrava em declínio.
A Leblon Transporte de Passageiros, a mesma que apareceu na propaganda da Cummins, tinha uma divisão de ônibus de fretamento e chegou a operar em Fazenda Rio Grande e em Curitiba com uma unidade do Mafersa rodoviário.
Privatização e falência (anos 90)
No início dos anos 90 a Mafersa fabrica trens para o metrô de Brasília, com novo processo de fabricação (já utilizado nos trens do metrô Rio). Na mesma época a Mafersa faz parceria com a empresa norte americana Morrison-Knudsen Co.. Essa parceria resulta na fabricação de 256 caixas para TUE's de aço inox para o metrô de Chicago (3200-series), 38 carros de passageiros (chamados nos EUA de Mafersa Coaches) para a Virginia Railway Express.
Em 11 de novembro de 1991 a empresa é privatizada sendo que a Refer (associação dos funcionários da Rede Ferroviária Federal) adquiriu o controle acionário com 90% das ações. Em 1994 o consórcio Morrison-Knudsen Co. / Mafersa vence licitação nos EUA que prevê a fabricação de carros de 2 andares para a Caltrans nos EUA. O contrato é cancelado em 1995 com a falência da Morrison-Knudsen Co., detentora do contrato nos EUA.
No início dessa década o governo brasileiro não faz nenhuma encomenda de trens o que leva a empresa à nova crise que atingiu o seu ápice em 1995, com a falência da parceira Morrison-Knudsen Co., com a fábrica parando a produção por três meses sendo vendida ao Clube de Investimentos dos Funcionários. No fim desse ano os 1.820 empregados foram demitidos e a dívida da Mafersa atingia R$ 2,6 milhões. A fabrica foi reaberta em 1996 com 360 funcionários e recebeu apenas encomendas de reformas, tendo reformado a antiga série 101 da EFSJ (que agora pertence à CPTM).
A filial de Caçapava atinge a marca de 2 milhões de rodas produzidas em 21 de agosto de 1998.
A matriz industrial no bairro da Lapa em São Paulo foi adquirida pela multinacional francesa Alstom em 1997. Em maio de 1999, a empresa transferiu a tecnologia e os direitos de uso da marca Mafersa à MWL Brasil Rodas e Eixos (formada por ex-funcionários da Mafersa), atualmente propriedade da alemã German GMH Group.
A Mafersa foi um marco na história dos transportes do Brasil. Apesar de fabricar por menos de 10 anos os ônibus, também trouxe importantes contribuições para este meio nas ruas e avenidas das principais cidades do país. A  exemplo de outra fabricante ferroviária, Cobrasma, os ônibus uniam a praticidade do transporte sobre pneus incorporando elementos de qualidade dos transportes ferroviários.
As linhas de desenho, as soluções de ergonomia e a durabilidade da carroceria tinham padrões até então pouco vistos na indústria de ônibus brasileira.
Ao lado dos trólebus da Cobrasma e do Monobloco Urbano O-371, da Mercedes Benz, os ônibus da Mafersa realmente representavam inovações na mobilidade urbana. Algumas foram seguidas, outras, por questões de custos, dispensadas.
Produtos:
Trem Unidade Elétrico:
  • Série 101 (EFSJ)
  • Série 401 (RFFSA)
  • Série 431 (RFFSA)
  • Série 700 (RFFSA
  • TUE Mafersa 5500 (FEPASA)
  • TUE Budd Mafersa Pioneer III (EFSJ)
Carros de passageiros:
  • Série 800 (EFS, EFA)
  • Mafersa Coaches (Virginia Railway Express)
  • Mafersa Double 8000 (Caltrans, contrato cancelado em 1998)
Metropolitano:
  • Frota A (Metrô de São Paulo)
  • Frota D (Metrô de São Paulo)
  • Série 110 (Metrô do Rio de Janeiro)
  • Série 1100 (Metrô de Brasília)
  • Série 3200 (Metrô de Chicago)
Ônibus e trólebus:
A Mafersa iniciou a produção de ônibus e Trólebus em 1985 , tendo encerrado sua produção em 1994.
Urbanos:
  • MAFERSA M-210 CUMMINS PADRON TURBO diesel
  • MAFERSA M-210 VILLARES (SISTEMA TRÓLEBUS)
  • MAFERSA M-240 CUMMINS PADRON
  • MAFERSA M-290-CUMMINS A
Rodoviários:
  • Mafersa R1-320 Cummins – Protótipo
FONTE: https://pt.wikipedia.org




segunda-feira, 14 de março de 2016

TRANSPORTES SANTA MARIA












Tradicional empresa de fretamento e turismo da Grande São Paulo, a Santa Maria nasceu em São Bernardo do campo, em 1970.
Atuando no transporte de pessoas, seja para lazer ou trabalho, tendo como princípio básico oferecer o melhor ao cliente, buscando o aprimoramento contínuo de modo a atender todas as necessidades em conforto e eficiência.
a idade média da frota, gira em torno de dois anos, ela é considerada a mais baixa do mercado brasileiro.
sede administrativa, garagem e oficina estão no mesmo local para onde se mudaram apenas quatro anos após a fundação. Dispõem hoje de uma área útil de aproximadamente 5.000 m², e contando também com mais dois pontos de apoio, um em Ribeirão pires e outro em Mauá, ambos na Grande São Paulo, que é utilizado para estacionamento, lavagem externa e limpeza interna dos ônibus que servem a região.
Fonte:www.santamariatransporte.com.br

PÁSSARO TURISMO









Fundada em 07 de Maio de 1984 na cidade de Sorocaba, a empresa PÁSSARO nasceu de um ideal, de um sonho, o qual, pouco a pouco, com muito esforço, foi se concretizando, tornando realidade.
Ocupando uma área de 11.000 m2, a PÁSSARO conta, atualmente, com uma grande infra-estrutura e com uma frota que soma em mais de 50 veículos, atendendo a inúmeras multinacionais e empresas nacionais de Sorocaba e região, com garagem em Sorocaba e Itu.
Antes de sua fundação, era assunto de conversas diárias entre amigos, motoristas de caminhões que idealizavam a abertura de uma sociedade. No entanto, como não tinham muita experiência no negócio com os ônibus, pretendiam continuar trabalhando com os caminhões. O Sr. Anidilsio, "Ani", como é conhecido entre os amigos, trabalhou durante 15 anos como motorista de caminhão na extinta Eletro Radio Bráz e tinha vontade de abrir uma empresa de ônibus.
Os amigos chegaram a convidá-lo para fazer parte de uma sociedade, mas diziam que continuariam no ramo de caminhões, pois era o que já conheciam e como empresa de ônibus eles achavam mais complexo. Assim que se desligou da empresa, o Sr. Ani adquiriu 2 caminhões. Posteriormente, adquiriu o seu 1º ônibus, um Mercedes Bens, modelo O 352. Com grandes dificuldades começou ir à capital paulista, a fim de formalizar toda a documentação, pois algumas pessoas que já eram do ramo, não davam informações corretas, sendo assim, ia e vinha para São Paulo, no DER, EMBRATUR e todos os outros órgãos, a fim de legalizar a empresa que ele queria batizar de PÁSSARO TUR TRANSPORTES LTDA.
Para concretizar seu sonho necessitava de um sócio, o qual logo encontrou, tendo este comprado mais dois veículos, e o Sr. Ani mais um , permanecendo este sócio por alguns anos, sendo desligado da empresa e em seu lugar assumindo assim a Sra. Nadir, sua esposa.
Fonte: http://www.passaroturismo.com.br

A história do Chevrolet D60.

  https://youtu.be/r-LEOA3ukfU?si=vOKOpglJUILQWhTy